PROFESSORA ANDRÉA

terça-feira, 30 de agosto de 2016

DICAS ENEM




Rio 2016: 5 lições de política que aprendemos com as Olimpíadas

 

Além da disputa esportiva, dos recordes e das medalhas, as Olimpíadas se notabilizam por reunir em um único evento nações e povos dos quatro cantos do planeta sob o lema do “espírito olímpico”. E justamente por se tratar de um grande acontecimento multicultural, que atrai os olhares de todo o mundo, muitas situações de competição acabam servindo de palco para o exercício da política e da diplomacia. Na Rio 2016 não foi diferente.
Atletas de nações que não se bicam foram colocados frente a frente na disputa por medalhas, causando reações amistosas ou hostis. Em outros casos, competidores aproveitaram os holofotes da mídia para transformar seus feitos esportivos em atitudes de protesto. E parte da torcida brasileira não fez por menos e deu seu recado político nas arquibancadas.
Confira a seguir os momentos mais emblemáticos nos quais os Jogos Olímpicos se transformaram em Jogos Políticos.

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Na Arena Olímpica do Rio, duas ginastas adversárias foram vistas tirando uma selfie e conversando descontraidamente após os treinos. O episódio não causaria tanto furor se não envolvesse atletas de dois países que vivem em clima de tensão. De forma espontânea, Lee Eun-Ju, da Coreia do Sul, e Hong Un Jong, da Coreia do Norte, fizeram o que os líderes de seus países costumam evitar: deixaram as diferenças de lado e relacionaram-se de forma amistosa e respeitosa.
Coreia do Sul e Coreia do Norte entraram em guerra em 1950, influenciadas pela disputa ideológica da Guerra Fria – o Norte comunista invadiu o Sul capitalista. Apesar de um armistício ter sido assinado em 1953, estabelecendo uma zona desmilitarizada entre os dois países, tecnicamente Coreia do Sul e Coreia do Norte ainda continuam em guerra, já que não houve a assinatura de nenhum tratado de paz.
Desde que o regime norte-coreano admitiu possuir armas atômicas em 2002, a tensão entre os dois vizinhos aumentou e, em muitos momentos, temeu-se uma retomada do conflito. Mas para as duas ginastas, isso parece não importar. Mais uma vitória da diplomacia esportiva, que reconhece o país vizinho apenas como adversário e não inimigo.

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Fim da luta entre os judocas Islam El Shehaby, do Egito, e Or Sasson, de Israel, pela categoria acima de 100 quilos na Rio 2016: vitória do israelense por ippon. Mas a disputa em si foi ofuscada pelo momento do cumprimento entre os dois atletas ao final da luta, um ritual que é praxe no judô. Or Sasson estendeu a mão para El Shehaby que ignorou o gesto e deu as costas ao oponente.
“Não tenho nenhum problema com judeus ou com pessoas de qualquer outra religião. Mas, por razões pessoais, você não pode exigir que eu aperte a mão de alguém desse Estado, especialmente em frente do mundo todo”, tentou justificar El Shehaby, que acabou sendo excluído pelo Comitê Olímpico do Egito da delegação do país na Rio 2016.

Como integrante de uma coalizão de países árabes, o Egito já entrou em guerra com Israel em pelo menos três ocasiões diretas: em 1948, imediatamente após a criação do Estado de Israel; em 1967, na Guerra dos Seis Dias; e em 1973, na Guerra do Yom Kippur. Nos três enfrentamentos, Israel saiu vencedor. Nos anos de 1978 e 1979, Egito e Israel assinaram os acordos de Camp David, estabelecendo a paz entre as duas nações. No entanto, ainda há profundos ressentimentos de parte da população egípcia contra o Estado de Israel – feridas que são expostas em episódios como a luta de judô na Rio 2016.

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Vitória da judoca Majlinda Kelmendi na final da categoria até 52 quilos rendeu à atleta mais do que uma medalha de ouro. Pela primeira vez, Kosovo teve a bandeira hasteada no lugar mais alto de um pódio olímpico, e todos puderam ouvir o seu hino na cerimônia de entrega de medalhas. O feito diz muito para uma pequena república que declarou independência da Sérvia em 2008, mas ainda não obteve o reconhecimento formal como país pela ONU. Já o Comitê Olímpico Internacional admitiu Kosovo como “nação independente” em 2014, autorizando sua estreia na Rio 2016. 

Nos anos 1990, a Guerra dos Balcãs provocou o desmembramento gradual da Iugoslávia, país do qual Kosovo fazia parte. Posteriormente integrada à Sérvia como uma província, Kosovo lutava pela independência, mas o movimento separatista foi duramente reprimido pelas forças sérvias entre 1998 e 1999. No decorrer dos anos 2000, Kosovo conquistou certa autonomia até declarar a independência em 2008, contra a vontade da Sérvia.
Desde então, a nova república tenta afirmar sua soberania no cenário internacional. No total, 113 países já reconheceram a independência – o Brasil segue a posição da ONU, que não considera Kosovo uma nação independente. “Espero que o que fizemos aqui, com essa medalha de ouro, mostre para países que ainda não reconheceram Kosovo que merecemos”, declarou a judoca kosovar após o seu feito esportivo e diplomático.

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Na maratona, o corredor etíope Feyisa Lilesa acelerava para garantir o segundo lugar. A poucos metros da chegada, diante dos olhares de todo o mundo, Lilesa cruzou os braços sobre a cabeça, em um gesto pouco compreendido para quem observava a cena. Após conquistar a medalha de prata, o maratonista explicou aos jornalistas: “Foi um sinal de apoio aos manifestantes que foram mortos pelo governo do meu país. Eles fazem o mesmo sinal lá. O governo está matando o meu povo, o povo oromo, gente sem recursos. Talvez me matem quando eu voltar”.

Os oromos constituem o maior grupo étnico da Etiópia, somando um terço da população país. Desde novembro de 2015, eles protestam contra os planos do governo de expandir a capital Adis-Abeba. Isso porque havia a ameaça de que as terras agrícolas dos oromos pudessem ser tomadas pelo governo em nome deste projeto de reurbanização. O plano foi suspenso, mas os protestos não cessaram, pois os oromos se sentem perseguidos e marginalizados pela elite política do país. Segundo a ONG Human Rights Watch, mais de 400 pessoas morreram desde o início das manifestações dos oromos.
O governo etíope rechaçou qualquer perseguição ao atleta e afirmou que Lilesa será bem-recebido quando chegar ao país. Paralelamente, uma campanha feita pela internet arrecadou mais de 100 mil dólares em menos de 24 horas para ajudar o corredor a obter asilo político. Até 25 de agosto, Lilesa permanecia no Brasil e ele chegou a se informar na Polícia Federal sobre a obtenção de asilo político no país.

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Os países que sediam os Jogos Olímpicos raramente deixam de presenciar protestos populares. Os manifestantes aproveitam a exposição midiática para mandar seu recado ao mundo. Foi assim em Pequim, em 2008, quando os protestos pela independência do Tibete ganharam força e pressionaram o governo chinês. E o Brasil não escapou à regra, ainda mais diante do turbulento cenário político que o país vive. Com a presidente Dilma Rousseff afastada em maio, o vice Michel Temer assumiu interinamente e, desde então, tem sido alvo de manifestações pedindo a sua saída.

Na cerimônia de abertura, ao anunciar o início dos Jogos Olímpicos, Temer foi vaiado pelos expectadores no Maracanã. Durante as competições, era comum encontrar nas arquibancadas faixas e cartazes com os dizeres “Fora Temer”. Nos primeiros dias de competição, os expectadores tiveram as faixas tomadas pela segurança do local de competição e alguns chegaram a ser expulsos por protestar contra o presidente interino. O Comitê Olímpico Internacional deu aval à decisão, anunciando que estavam proibidas as manifestações políticas nas instalações olímpicas.
Mas uma liminar do juiz federal João Augusto Carneiro Araújo, no dia 8 de agosto, reverteu a situação, proibindo a repressão contra os manifestantes, desde que os protestos sejam pacíficos. A decisão tem como base a própria Constituição brasileira que garante a legítima manifestação da liberdade de expressão. Dessa forma, prevaleceu a tese de que nenhum regulamento tem a força de se sobrepor à lei máxima do país.






 

DICAS ENEM

5 passos para ser bem-sucedido no Enem

 

Enfrentar o Enem não é nada fácil, sabemos. São 180 questões, 10 longas horas de prova e um conteúdo inteiro do ensino médio para lembrar. A boa notícia é que o Enem tem um estilo de prova bem definido – assim como todos os vestibulares – e saber dominá-lo é tão essencial quanto decorar aquela fórmula básica de Química.
Ah, e por falar em decorar, esqueça disso por enquanto. Para se dar bem nos dias 24 e 25 de outubro, você precisa mesmo é ficar craque nesses cinco passos que vamos listar abaixo. Fique ligado:

  1. Treine com provas antigas (e aprenda com os erros)
Você já deve ter cansado de ouvir isso dos professores, não é? Pois saiba: eles estão certíssimos. Treinar com provas anteriores do exame é uma das melhores táticas para mandar bem, porque ajuda a acostumar com o estilo da prova, o tipo de questões que costuma ser cobrado e, também, a mapear os assuntos que caem mais em cada matéria.
Além disso, resolver as questões também pode servir como “termômetro” para verificar quais assuntos precisam ser estudados um pouco mais.

  1. Leia muito
Pense comigo: são 180 questões divididas em 10 horas de prova (contando os dois dias de exame). Nessas 180 questões, há uma infinidade de textos para ler… Adivinha quem vai se dar melhor? Com certeza, o candidato que já está acostumado a ler, e, por isso, consegue assimilar mais rapidamente os enunciados.
Praticar a leitura é fundamental, até mesmo para você ir se acostumando a manter a concentração durante o texto e não dispersar ao longo das horas. Então, mãos à obra: devore todos os livros, jornais e revistas em que puser as mãos – vale qualquer coisa!

  1. Pratique interpretação de texto e compreensão de conceitos
Não há nada (nada mesmo) mais importante no Enem do que a interpretação de texto. Essa habilidade vai ser exigida em todas as cinco provas (sim, até nas de Matemática e Ciências da Natureza). É um fato: sem ela, não dá. De longe, é o critério mais definitivo para ser bem avaliado no sistema de pontuação do exame. Para isso, pratique a leitura e tente exercitar sua compreensão das coisas que lê.
Outra capacidade muito valorizada no Enem é a de saber articular conceitos de diferentes áreas, como geopolítica, cultura, história e ciências. Não adianta, por exemplo, só saber o significado das palavras que compõem o conceito de “Terceiro Mundo”. Você também tem que saber que a expressão vem do período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a queda do Muro de Berlim (1989), e era utilizada para representar os países pobres, também chamados de nações “subdesenvolvidas”, “em desenvolvimento” e, mais recentemente, “emergentes”.

  1. Faça exercícios com gráficos, tabelas e quadrinhos
Outro queridinho do Enem é o conjunto: gráfico, tabelas e quadrinhos. Se você folhear qualquer prova antiga do exame, vai reparar que em grande parte dos exercícios, sempre pinta um desses. Lembra da interpretação? Para se dar bem nessas questões, ela também é absolutamente necessária!
E, não tem jeito, para garantir o sucessos nessas alternativas, é preciso treinar. Deu de cara com uma questão com gráfico ou tabela? Você precisa estar preparado para saber traduzir o que o exercício quer e como ele se relaciona com as informações ali apresentadas. Uma boa tática para praticar é folhear o caderno de economia do jornal, onde você com certeza encontrará algum gráfico. Já com a charge ou HQ, você também precisa interpretar o desenho e entender o contexto, além dos possíveis significados subentendidos.

  1. Enfrente o relógio
Sabe o primeiro item, onde expliquei que refazer as questões anteriores do Enem é uma tática excelente para praticar e se familiarizar com a prova? Aqui vai mais uma sugestão: imprima os cadernos de prova dos exames anteriores e tente responder a prova inteira exatamente do jeito que vai ser nos dias 24 e 25 de outubro.
Isso significa colocar um tempo limite de 4h30 (ou 5h30, se você for fazer a prova de Redação também) para resolver as questões, sentar em uma cadeira desconfortável e ficar longe de qualquer distração. É, literalmente, reproduzir o momento da prova para você ficar acostumado com a maratona cansativa que vai enfrentar daqui a alguns meses.
Nós garantimos: se você seguir o passo a passo acima, a trajetória até a prova vai ficar bem mais fácil. Basta confiar em si mesmo e saber dominar o exame, que, convenhamos, não parece mais tão complicado assim, não é? 😉 Bons estudos!

Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/dicas-estudo/2015/08/18/5-passos-para-ser-bem-sucedido-no-enem/

 

sábado, 25 de junho de 2016

CEM FLORÊNCIO AIRES PROMOVE CAFÉ LITERÁRIO NO DIA D DA LEITURA.

I CAFÉ LITERÁRIO: LITERATURA TOCANTINENSE


Estudantes do período matutino do ensino médio e fundamental do CEM Professor Florêncio Aires de Porto Nacional, participaram de um bonito e inteligente momento cultural com dois dos maiores escritores portuenses: Juarez Moreira e Dr. Célio Pedreira.

No dia 24 de Junho de 2016, ambos proferiram palestras sobre suas obras durante o I Café Literário sobre os Elementos e Trajetória da Literatura Tocantinense realizado pela Unidade Escolar e que teve como objetivos resgatar, valorizar e dar visibilidade a produção literária tocantinense.

Na ocasião, mediados pela professora Alaíde Carvalho de Moura, Juarez Moreira e Célio Pedreira falaram sobre suas obras, a importância da leitura e o valor da literatura tocantinense. Ao longo do evento responderam perguntas dos estudantes e dos professores presentes.

No final, foi servido um saboroso e diversificado café que incluiu itens da culinária local, como o bolo mané-pelado.

A ação faz parte do Dia D da Leitura sugerido pela Secretaria Estadual da Educação e teve um envolvimento significativo dos estudantes do ensino fundamental, que coordenados pelas professoras Gracivânia Gomes de Oliveira (Língua Portuguesa) e Luziete Ribeiro dos Reis Santos (História), estudaram as obras dos escritores convidados.

A primeira, com “Tipos de Rua”, a obra mais popular de Juarez Moreira. A segunda, retratando a vida e obra de Célio Pedreira. A coordenação geral do evento ficou sob a responsabilidade de Andréa Siqueira Melo, coordenadora pedagógica do Ensino Médio.




sábado, 18 de junho de 2016

Origem da Festa Junina


Resultado de imagem para origem da festa junina no brasil e suas influencias 

Na época da colonização do Brasil, após o ano de 1500, os portugueses introduziram em nosso país muitas características da cultura europeia, como as festas juninas.

Mas o surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João.

Essas festas eram conhecidas como Joaninas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.
Assim, passou a ser uma comemoração da Igreja Católica, onde homenageiam três santos: no dia 13 a festa é para Santo Antônio; no dia 24, para São João; e no dia 29, para São Pedro.


 

Os negros e os índios que viviam no Brasil não tiveram dificuldade em se adaptar às festas juninas, pois são muito parecidas com as de suas culturas.


Aos poucos, as festas juninas foram sendo difundidas em todo o território do Brasil, mas foi no nordeste que se enraizou, tornando-se forte na nossa cultura. Nessa região, as comemorações são bem acirradas – duram um mês, e são realizados vários concursos para eleger os melhores grupos que dançam a quadrilha. Além disso, proporcionam uma grande movimentação de turistas em seus Estados, aumentando as rendas da região.


 
Com o passar dos anos, as festas juninas ganharam outros símbolos característicos. Como é realizada num mês mais frio, enormes fogueiras passaram a ser acesas para que as pessoas se aquecessem em seu redor. Várias brincadeiras entraram para a festa, como o pau de sebo, o correio elegante, os fogos de artifício, o casamento na roça, entre outros, com o intuito de animar ainda mais a festividade.


As comidas típicas dessa festa tornaram-se presentes em razão das boas colheitas na safra de milho. Com esse cereal são desenvolvidas várias receitas, como bolos, caldos, pamonhas, bolinhos fritos, curau, pipoca, milho cozido, canjica, dentre outros.