PROFESSORA ANDRÉA

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Curiosidades - 10 epidemias mais mortíferas da história

A história da humanidade também foi construída pela disseminação de doenças que, em algumas épocas e regiões, exterminaram milhares de pessoas. As doenças também foram motivos ou consequências de guerras e tratados. Assim, considerando a sua importância histórica, conheça 10 epidemias mais mortíferas da história.


1- Varíola

Varíola


Criança sendo vacinada contra a varíola, século XVIII
Antes dos europeus colonizarem a América, tinhamos nesse continente um número de habitantes de aproximadamente 100 milhões de pessoas. Durante os séculos da colinazação o número se reduziu de 10 a 5 milhões. Quando os colonizadores chegaram aqui, trouxeram com eles uma série de doenças, entre elas, a varíola cuja imunidade os povos coloniais não tinham. Embora esses povos, como os incas e os astecas, tenham construído cidades, não moravam nelas tempo suficiente para propagarem o tipo de doenças que os europeus possuíam, nem tinham domesticado tantos animais. A vacina foi criada em 1796 e, em 1967, a OMS iniciou um programa de vacinação em massa, o que extinguiu a doença, que hoje só existe em laboratório.
Sintomas: Febre alta, dores no corpo e erupções que logo passam de protuberâncias e crostas cheias de líquido para cicatrizes permanentes.

2- Gripe Espanhola

Pacientes de Gripe Espanhola


Em 1918, o mundo presenciava o fim da Primeira Guerra Mundial, que matou pelo menos 37 milhões de pessoas. Porém, logo após, a gripe espanhola, ou gripe de 1918, matou mais 20 milhões de pessoas, e isso tudo em questão de meses, e  após um ano, quando a gripe sumiu. A gripe teria matado entre 50 e 100 milhões de pessoas. Muitos a consideram a pior epidemia (depois pandemia) registrada na história da humanidade. O organismo das pessoas no mundo inteiro estava despreparado para a doença, que provavelmente ganhou força graças ao transporte de tropas e as linhas de abastecimento no fim da Primeira Guerra Mundial, espalhando o vírus para vários continentes e países.
Sintomas: Típicos de uma gripe normal, como febre, náusea, dores e diarreia. Além disso, os pacientes frequentemente desenvolviam manchas escuras nas bochechas.

3- Peste Negra

Pintura medieval da Peste Negra


Nas aulas de história, aprendemos que quase metade da população europeia morreu vítima da peste. Pessoas chegavam a ser enterradas em 2 ou 3 no mesmo caixão e o horror desolava a população. Considerada a primeira doença verdadeiramente pandêmica, a peste negra, em 1348 não só “acabou” com a Europa como também fez várias vítimas na Índia e na China. Como as condições de higiene na época eram as mais precárias (a média de consumo de água era de 1l/dia), ratos eram atraídos e, com eles, suas pulgas, que transmitiam a doença pela picada. A Peste Negra teve muita influência nos grandes artistas da época.
Sintomas: Glândulas linfáticas inchadas, febre, tosse, muco com sangue e dificuldade para respirar.

4- Malária

Crianças com Malária


A malária é uma antiga conhecida da humanidade, afinal, há registros de 4 mil anos atrás, quando os gregos notaram seus efeitos destruidores. A descrição da doença, transmitida por mosquito, surgiu nos textos médicos antigos da Índia e da China. Até então, os cientistas associavam a doença às águas paradas onde os mosquitos proliferavam.Uma vez no sangue, eles crescem dentro dos glóbulos vermelhos, destruindo-os. É difícil obter números concretos de quantas mortes a malária causou. Anualmente, entre 350 e 500 milhões de casos de malária ocorrem na África Subsaariana.
Sintomas: Podem ser moderados ou fatais, incluindo febre, calafrios, sudorese, cefaleia e dores musculares.

5- Tuberculose

Vítima de Tuberculose


Outra antiga conhecida da humanidade, a bactéria que causa a tuberculose já foi encontrada até em múmias do Antigo Egito. A tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa através do ar. Geralmente, a bactéria se aloja nos pulmões, mas também pode afetar o cérebro, os rins ou a coluna vertebral. No início do século XVII, a epidemia de tuberculose na Europa, conhecida como a grande peste branca, matou aproximadamente uma em cada sete pessoas infectadas. Mesmo no fim do século XIX, 10% de todas as mortes nos Estados Unidos eram atribuídas à tuberculose. Apesar das curas e dos tratamentos, a tuberculose continua matando cerca de 2 milhões de pessoas anualmente.
Sintomas: Dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre, sudorese noturna e crises de tosse com sangue.

6- Cólera

Cortejo fúnebre para vítimas de Cólera


Retorno de um funeral de cólera no Egito
Na Índia, a cólera sempre foi um perigo para a população. Porém, foi somente no século XIX que o resto do mundo conheceu a doença. Nesse período houve muito comércio com o uso de navios com a China, o Japão, a África do Norte, o Oriente Médio e a Europa. Seguiram-se seis pandemias de cólera que mataram milhões de pessoas. Esses navios acabavam acidentalmente transportando a bactéria causadora da doença. As infecções geralmente são moderadas. Pode-se contrair a bactéria através de contato físico direto com pessoa contaminada, mas a cólera se propaga principalmente pela água e pelos alimentos contaminados. Quando a doença passou a ser associada à água, muitas regiões passaram a fazer grandes investimentos nos sistemas de saneamento e esgoto.
Sintomas: Vômito, diarréia e cãibras fortes nas pernas – sintomas que levam rapidamente à desidratação grave e à queda acentuada da pressão arterial.

7- AIDS

Vítima do vírus da AIDS


A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), surgiu nos anos 80, matando cerca de 25 milhões de pessoas desde 1981. De acordo com estatísticas recentes, mais 33,2 milhões de pessoas são HIV-positivas. A AIDS é transmitidapelo vírus HIV, que se transmite pelo sangue, sêmen, líquidos vaginais e outros. Acredita-se que o HIV tenha sido transmitido para os humanos pelos macacos. O compartilhamento de seringas para uso de drogas, prostituição, guerras, pobrezas, sexo sem camisinha e outros fatores contribuiram e contribuem para a propagação da AIDS. Não há cura ainda para a doença, mas existe medicamentos que retardam a doença e permitem que a pessoa consiga viver com ela.
Sintomas: Enfraquecimento do sistema imunológico, o que potencializa os sintomas das outras doenças.

8- Febre Amarela

Paciente acamado com Febre Amarela


Conquista da febre amarela, início do século XX
Quando europeus começaram a trazer escravos da África, eles também traziam consigo uma série de doenças, entre elas, a febre amarela, que dizimou várias colônias, fazendas e até grandes cidades. Quando o imperador da França, Napoleão Bonaparte, enviou um exército com 33 mil homens às terras francesas na América do Norte, a febre amarela matou 29 mil deles. Napoleão ficou tão chocado com a quantidade de mortos que decidiu que o território não valia o risco de mais perdas. A França vendeu essas terras aos Estados Unidos em 1803. A febre amarela, assim como a malária, é transmitida de uma pessoa a outra através da picada de mosquitos. Apesar das campanhas de vacinação e das campanhas de controle do mosquito transmissor, a febre amarela ainda mata muitas pessoas na América do Sul e na África.
Sintomas: Febre, calafrios, cefaleia, dor muscular, dor nas costas e vômito. A gravidade dos sintomas varia de moderada a fatal e as infecções graves podem levar a sangramento, choque e insuficiência renal e hepática.

9- Tifo Epidêmico

Judeus com tifo epidêmico em campo de concentração


Judeus com tifo epidêmico em campo de concentração
Junte uma série de pessoas com péssimas condições de higiene e você provavelmente terá uma infestação de piolhos. Essa doença assolou a humanidade durante séculos, causando milhares de mortes. Dada sua freqüência entre as tropas acampadas, geralmente era chamada de “febre do campo” ou “febre da guerra”. Durante a Guerra dos Trinta Anos, na Europa, o tifo, a peste e a fome atingiram cerca de 10 milhões de pessoas. Algumas vezes, os surtos de tifo determinaram o resultado de guerras inteiras. Se não for tratada, a doença afeta a circulação sanguínea, resultando em pontos de gangrena, em pneumonia e insuficiência renal. A febre muito alta pode evoluir para um quadro de delírio, coma  e insuficiência cardíaca.
Sintomas: Cefaleia, falta de apetite, mal-estar e um rápido aumento da temperatura, que logo se transforma em febre, acompanhada de calafrios e náuseas.

10- Poliomelite

Criança sendo vacinada contra a Poliomelite


Os pesquisadores suspeitam que a poliomielite foi uma epidemia que atingiu os humanos durante milênios, paralisando e matando milhares de crianças. Por volta de 1952, estima-se que houve 58 mil casos da doença apenas dos Estados Unidos – 1/3 dos pacientes estavam paralisados. Desses, mais de 3 mil morreram. A causa da poliomielite é o poliovírus, que atinge o  sistema nervoso do homem. Dissemina-se por material fecal, normalmente sendo transmitido através de água e alimento contaminados. Não existe uma cura efetiva para a poliomielite, mas os médicos aperfeiçoaram a vacina contra a doença no início da década de 50.
Sintomas: Febre, fadiga, cefaleia, vômito, rigidez e dor nos membros. Aproximadamente 1 em 200 casos evolui com paralisia.

Fonte: http://www.historiadigital.org/curiosidades/10-epidemias-mais-mortiferas-da-historia/

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